Ita et linda tranquillitas et pulchra
Marius QUINTANA [in: nasus vitrum]

(accommodatae: H.M. de Oliveira, libero)


Ita lenta et pulchra et alta et sereno

transit vaccam

tum, extra mane, corona rosacea vincere

vaccam quasi simplicis cantus

si vaccam canunt:

    hymnum quid?

nihil operas, quæ est, quod non;

de cantare sapor flumina biberunt in aurora,

diuersa in saporem lapidem meridie!

cantate odorem de foliis parvis contrita.

vel certe,

longis, arcanum vibe in sepibus ...

nihil super-planum, exæquationem machina, plunger

et aliis mechanicis partibus!


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Tão Linda e Serena e Bela
(Mario Quintana, em: nariz de vidro)

Tão lenta e serena e bela e majestosa
vai passando a vaca
Que, se fora na manhã dos tempos, de rosas a coroaria
A vaca natural e simples como a primeira canção
A vaca, se cantasse,
Que cantaria?
Nada de óperas, que ela não é dessas, não!
Cantaria o gosto dos arroios bebidos de madrugada,
Tão diferente do gosto de pedra do meio-dia!
Cantaria o cheiro dos trevos machucados.
Ou, quando muito,
A longa, misteriosa vibração dos alambrados...
Mas nada de superaviões, tratores, êmbolos
E outros truques mecânicos!