Prolapsio bona in trivium
(accommodatae: H.M. de Oliveira)
Ioannes (João) Maimona, poeta Angolano (MMVIII)

Prolapsio bona in trivium

Oculi mei transierunt dies ludens
     cantibus
     et violins
     ad salutem aves.

Catenam mane sunt nocturnae aves
Et ego primo primum
     pressit ad manum equum.
Omne defluxit in manibus.

Sunt qui scire volunt reditum fata
aves uident in speculo
     uident sanguinem solitaria
et canibus, ad emendum.

sanguine in vultus equi quæ
mercimonia esset
apta in canistro de canibus.

In ventris Insula, apta bonis est.


AS MERCADORIAS QUE DESLIZAM NA RUA PÚBLICA

Os meus olhos passavam os dias a tocar
os cânticos
os violinos
que se inclinavam para a saúde das aves.

Na cadeia do dia ficavam os pássaros da noite.
Pela primeira vez apertei a primeira
mão do cavalo.
E tudo desmaiava nas minhas mãos.

Há quem queira saber do destino do regresso
das aves que diante do espelho viam
sangue isolado
e os cães que vinham comprar

o sangue do rosto do cavalo.
Era uma mercadoria que cabia
no cesto dos cães.

A mercadoria há-de caber no estômago da ilha.


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