dualitatis
Olaf Bilaspour [versione libera]
(accommodatæ: H.M. de Oliveira)

Bonus vel malus non es - humanam es et tristis...
iurgium inter orationibus et concupiscendo,
Quasi ignis corde habui
Clamor tumultusque latam Oceano perspiciebant.

tam in bono quam in malo pati:
Et volventes vesano vorticis,
medius inter credulitatis et disillusionment,
Inter spem et fidere.

Capax excelsum atrocities, vel sublime actiones,
Nunquam satis virtutum.
facinora non ignoscens.

Perpetua idealis quod devorat te
Simul in pectus transit
Dæmon quippe fremitus vel Deus clamoribus.

Dualismo
Olavo Bilac


Não és bom, nem és mau: és triste e humano...
Vives ansiando, em maldições e preces,
Como se, a arder, no coração tivesses
O tumulto e o clamor de um largo oceano.

Pobre, no bem como no mal, padeces;
E, rolando num vórtice vesano,
Oscilas entre a crença e o desengano,
Entre esperanças e desinteresses.

Capaz de horrores e de ações sublimes,
Não ficas das virtudes satisfeito,
Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:

E, no perpétuo ideal que te devora,
Residem juntamente no teu peito
Um demônio que ruge e um deus que chora.